Quarta-feira, 2 de Fevereiro de 2005

ARTE X TÉCNICA

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No processo do surgimento de novas línguas, algumas palavras sofreram modificações em seus significados, como no caso da palavra: tecnê, do grego, que designa: arte, hoje traduzimos a palavra técnica, não como arte, mas como algo frio e racional, erroneamente.
Devemos diferenciar a técnica executada com boa classe daquela que não é executada com classe.
Não há como dançar utilizando somente de anteparos racionais, assim como é inconcebível dançar só instintivamente.
O caminho natural da arte inicia-se em um aprendizado, em uma disciplina constante e segue-se em um trilhar de elementos da sensibilidade pessoal.
A expressão talvez seja um dos elementos mais difíceis de se incorporar, no trabalho das dança que almeja um perfil profissional. Porque é a partir disto que será demarcado a personalidade de quem dança, de quem sente a música com seu corpo. O corpo deve dançar como um todo. O rosto também dança!
Existem inúmeras profissionais da dança que adquiriram um estilo de expressão, pode-se dizer até, caricata. Similar ao sorriso do personagem “Coringa” do Batman, onde mais parecem encaixar um sorriso que estava guardado no armário, montado.
A música possui elementos variáveis tais quais as emoções que passamos, no percusso de nossas vidas.
Um compositor tenta impregnar junto às notas musicais, em cada som, aquilo que queria dizer, fazer-se entender. O dançarino pode perceber a mesma música de forma totalmente diversa a do compositor, mesmo assim, jamais isto será um elemento fixo, do começo ao fim, ou característico de todas as musicas.
Exprimir um sentimento melancólico, alegre e até mesmo conflitante é uma verdadeira arte, que sábios da comunicação não verbal conseguem demonstrar com talento.
A escolha da música também é um fator que deve ser levado em conta, não podendo ser arbitrária ao público que irá assistir ao espetáculo, aleatória, sem objetivos.
Quando um ser coloca-se sobre um palco, ou onde seja, e muitos olhos voltam-se em sua direção, um relacionamento nasce. Seus braços, seus olhos, seus movimentos em geral fazem com que o público caminhe uníssono na mesma direção, na mesma emoção. Esta direção, esta emoção devem ser planejadas e conscientes por parte do artista.
É como se houvesse um espelho externo, no qual o dançarino pudesse enxergar-se.
Embora o dom artístico possa ser visto como algo inato, certamente pode-se atingir excelentes resultados, através de um persistente treino.

TEXTO EXTRAIDO DO LIVRO: “DANÇA DO VENTRE– DANÇA DO CORAÇÃO” MERIT ATON (Mayra Moreira Vasconcellos) / Editora RADHU. / Na foto: VASUNDHARA DAS, cantora indiana
publicado por Jufih às 03:18

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